Como a Livraria Cultura tem investido em tecnologia para se reinventar?
Nada é para sempre! Nossas verdades serão substituídas por outras verdades! Vivemos no deserto do real. A sabedoria consiste no reconhecimento da própria ignorância (Sócrates). Esse é objetivo desse blog: questionar e fazer pensar.
Como a Livraria Cultura tem investido em tecnologia para se reinventar?
Economia colaborativa ganha adeptos no Brasil
Economia do compartilhamento reúne pelo menos 14,5 milhões de manifestações positivas de consumidores brasileiros na internetMiguel Feyo fala sobre atualização do conhecimento
Atualizar é preciso
Pós, MBA e network: conheça os melhores caminhos para alcançar o sucesso profissional
Por Vera Giglio
O mercado de trabalho é muito competitivo. A rotatividade de cargos e atribuições gira tão rápido quanto um piscar de olhos, e a melhor maneira de acompanhar esse ritmo alucinado é estar sempre atualizado e bem informado sobre as novas tendências e estilos funcionais.Para ficar por dentro do cenário atual, conversamos com o professor de MBA da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e diretor da Focus Consultoria, Miguel Feyo Noronha, que deu dicas importantes para quem quer e precisa começar a se atualizar e concorrer no mercado de trabalho.
O primeiro passo, segundo o professor, é saber o que você quer da vida. “Não adianta nada sair fazendo cursos de leques abrangentes que não foquem em um ponto determinado. O mercado não procura um currículo cheio de atividades, mas, sim, um currículo com atividades determinadas para a sua escolha profissional”, explica.
Ao sair da faculdade, nada de se aventurar em MBAs, que necessitam de uma experiência aprimorada do mercado para que o curso seja aproveitado e realizado de maneira correta. “O MBA é um curso que exige muito mais do aluno, requer que ele tenha vivido situações específicas para entender melhor o seu desenvolvimento. O ideal para quem acaba de sair da faculdade é uma Pós-Graduação, que apresenta uma carga horária leve, se comparada ao MBA, e um conteúdo que irá complementar o que a pessoa aprendeu durante o ensino superior”, observa Miguel.
Entre os 20 e 25 anos de idade, a carreira profissional está começando, e para quem quer investir no mercado empresarial, o ideal é se aventurar pelos processos seletivos de trainee, que pipocam todos os anos, proporcionando aos iniciantes boas oportunidades de conhecimento de mercado.
Já para quem passou dos 25 e ainda não chegou aos 30, a hora de compor o seu network é essa! Ele será sua lista de contatos importantes, ou seja, pessoas que possam ser influentes e significativas na sua vida profissional. “O network é extremamente primordial. Nessa idade, a indicação profissional é o que move a sua carreira. Saiba aproveitar as oportunidades e não tenha medo. Procure saber quem é o diretor ou responsável de determinada empresa que te interesse e dê um jeito de conhecê-lo. O boca-a-boca empresarial é muito usado e válido ultimamente”, alerta o diretor da empresa de consultoria.
Durante os cursos de especialização que você for fazer, lembre-se sempre de escolher instituições reconhecidas pelo mercado profissional, que causem impacto positivo no currículo, pois além de serem admiradas pelo conteúdo informativo e educacional, elas também são ótimas opções para aumentar a sua lista de contatos. “São instituições que atraem grandes profissionais de empresas importantes. Quem sabe não é lá que você fará o seu network funcionar”, completa o professor Miguel Feyo Noronha.
Miguel Feyo fala sobre o Netmovies
NetMovies: modelo inovador reinventa serviço de locadoras de filmes no Brasil
Locadora virtual oferece mais de 12 mil títulos entre filmes e séries em casa através de serviço sem multas por atraso e já planeja comercializar download este ano.
Por Thiago Terra, do Mundo do Marketing | 26/09/2008
thiago@mundodomarketing.com.br
thiago@mundodomarketing.com.br
Com 500 mil locações só no ano passado, a empresa hoje pertence a uma holding e este ano desenvolveu pela primeira vez uma campanha de Marketing que está sendo veiculada na TV por assinatura, no rádio e em peças impressas. A empresa não quer apenas roubar a cena das locadoras, mas também fazer a sua estréia no mercado de download na internet.
Adaptação e boca-a-boca
De acordo com Topel, a NetMovies começou a operar no Brasil em fevereiro de 2006, quando foi lançado o site junto com materiais impressos de divulgação. A empresa está presente no estado de São Paulo e nas capitais do Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais, além das cidades de Niterói, São Gonçalo, Baixada Santista e Campinas.
Filme pelo celular e mídia de massaA elaboração dos pacotes para aluguel de filmes foi baseado no comportamento do consumidor que, após uma avaliação da NetMovies, percebeu-se que existem dois extremos neste comportamento. “Um dos perfis gosta de alugar filmes todos os dias, mas têm outros que preferem ver cinco filmes por mês”, explica o CEO da empresa.
Para se adaptar ao ambiente em que seus usuários “vivem”, a locadora virtual apostou no serviço de locação através do celular também. “A inovação não é no produto e nem no serviço, mas sim no modelo de negócio”, analisa Miguel Feyo, professor de marketing de pós-graduação e MBA da ESPM.
O NetMovies Mobile permite que os usuários agendem a troca de filmes e também incluir outros títulos no seu pedido. “O último resultado aponta que a NetMovies obteve 4% dos acessos aos seus serviços via mobile”, afirma Daniel Topel.
Este ano a NetMovies lança a primeira campanha nas mídias de massa. Baseado em humor, a empresa está com peças criadas para a TV a cabo, jornais e revistas, rádio e também para a internet. “A idéia é mostrar a frustração comum que acontece quando não achamos os filmes desejados nas locadoras. Mas tudo baseado no bom humor”, explica.
Percebendo a relevância do serviço oferecido pela NetMovies, a holding Ideiasnet inseriu a empresa em seu guarda-chuva, o que deu mais confiança e estabilidade para investir no negócio. “A Idéiasnet entrou com capital e hoje atuamos juntos na gestão da empresa, através de planejamento estratégico e com a experiência de alguns executivos da holding”, diz Topel.
Para o futuro, Daniel Topel adianta que a NetMovies pretende se desvincular da imagem de uma empresa que aluga DVDs e passar a atuar no mercado de filmes. “Pretendemos trabalhar com download legalizado de vídeos, que será pago pelo consumidor. Pretendemos lançar este serviço ainda este ano no Brasil e na América do Sul”, conta.
Sempre acompanhando a inovação, a concorrência ainda não surgiu no caminho da NetMovies, mas de acordo com Miguel Feyo, já é preciso construir barreiras de entrada para elas. “Disponibilidade de títulos, exclusividades e parceiras com distribuidoras, qualidade do serviço, pontualidade na entrega e uma boa logística são fatores que dificultam a expansão de concorrentes”, avalia.
Falar de download sem citar a pirataria é como ver um filme de ação sem a história do bandido e, de acordo com Topel, o final feliz dos mocinhos está garantido. “A pirataria atrapalha, porém nossos preços são bons e ainda entregamos em casa. Sai mais barato do que a pirataria, sem falar da qualidade”, completa.
INOVAÇÃO NO SETOR DE SERVIÇOS: UMA ÁREA ESQUECIDA NO BRASIL, ATÉ QUANDO?
17.ago.2011
O setor de serviços representa mais de 65% do PIB no Brasil, 80% nos países desenvolvidos, 40% na China para termos bases de comparação. Nos países desenvolvidos 7 em cada empregos são criados no setor de serviços. No Brasil mais de 6 empregos são gerados pelas empresas de serviços.
É unanimidade entre os economistas que a atual pressão inflacionária tem sua origem no setor de serviços que vem aumentando seus preços de forma contínua e crescente nos últimos anos. Seja pelo repasse dos custos do aumento da mão-de-obra, seja pelo aumento da carga tributária, seja pelos preços administrados pelo governo (luz, água, telefonia, gás, pedágios, etc.).
As empresas de serviços herdaram os conceitos da revolução industrial e adotaram os modelos da indústria para moldar as suas estruturas e processos organizacionais. Entretanto, quando olhamos para as indústrias reconhecemos em suas estruturas as funções de engenharia de produto, engenharia de processos e áreas de pesquisa e desenvolvimento. Onde estão estas funções nas empresas de serviços?
É fácil entender porque o cidadão comum associa inovação à tecnologia, a produto, ao progresso tecnológico. O plano Brasil Maior foca na inovação tecnológica (apesar de podermos discutir se a área de software é indústria ou serviços).
É possível inovar na área de serviços? A resposta é sim! A pergunta correta é como inovar. De que maneira uma empresa de serviços inova? No estado atual do setor no Brasil, de uma forma genérica, é possível afirmar que as empresas de serviços inovam por meio de: a) empurradas pelas solicitações dos seus clientes; b) empurradas pelos fornecedores de tecnologia e; c) puxadas pelas inovações adotadas pelos os seus concorrentes. É possível depreender que as três possibilidades de inovação possuem uma característica em comum: todas são reativas! De forma geral, podemos afirmar que as empresas de serviços não possuem uma estratégia de inovação formal, organizada e estruturada. A inovação acontece de forma errática, por pressão, por obrigação.
As características distintivas do setor de serviço em relação à indústria (intangibilidade, inseparabilidade, perecibilidade e a variabilidade) não são suficientes para caracterizar essa ausência de inovação no setor. É possível utilizar uma visão integradora que agregue as lições já apreendidas pelo setor industrial e aplicá-las no setor de serviços. É fundamental que as empresas de serviços consideram a inovação como uma das estratégias fundamentais para a sua sobrevivência, para seu desenvolvimento, para o seu sucesso.
Definir quais os tipos e em quais dimensões pode se dar a inovação é o primeiro passo. Criar estruturas organizacionais formais e adotar modelos de desenvolvimento de novos serviços vem a seguir. Por fim, identificar os principais indicadores de medição para analisar, controlar e avaliar os resultados obtidos.
É urgente e necessário pensar em modelos de gestão da inovação para o setor de serviços. Modelos não faltam. Tanto os americanos como os europeus têm criado programas de incentivo a inovação nos últimos anos. Ano passado tivemos em Brasília o 1º Simpósio Internacional de Inovação em Serviços. Os setores de saúde (pela pressão da Agência Nacional de Saúde) têm realizado avanços significativos nesta área. As empresas de telefonia e o setor bancário também são exemplos de inovação em serviços (pela pressão concorrencial). Espaços dedicados à inovação em serviços estão sendo abertos e a área acadêmica brasileira começa a dar sinais de interesse pelo tema.
Com dez anos de experiência internacional na Europa, como diretor geral e consultor de negócios, o professor Miguel Armando é especialista em estratégia empresarial, governança corporativa, marketing estratégico, posicionamento competitivo e gestão do relacionamento com clientes (CRM). Além disso, Miguel é co-autor do livro CRM Customer Relationship Management Conceitos e Estratégias, professor MBA Marketing da ESPM doutorando em marketing e inovação pela Universidade Nove de Julho-SP/SP.
Mais do que um plano de comunicação: uma proposta de valor
Miguel Noronha Feyo é professor do MBA e Pós-Graduação da ESPM.
Mais uma oportunidade perdida
As eleições de novembro irão manter esta situação de paralisia e continuar fazendo do Brasil um "futuro evitado e/ou adiado".
Não há em minhas palavras nenhuma vontade ou tentativa de revolução. Já estou muito velho para acreditar neste tipo de coisas. Mas não vejo em nenhum dos futuros candidatos a possibilidade de realizar as reformas necessárias para mudarmos o atual conjunto de valores, de idéias, ética que herdamos do período imperial e desta república que permanece velha, oligárquica, autoritária e monopolista.
A candidata do continuísmo não tem a mínima autoridade moral para fazer qualquer mudança. O candidato da oposição têm essa autoridade e dinamismo mas, em face, ao desafio que tem pela frente para sua eleição fará todo e qualquer tipo de acordo para realizá-lo. Ou seja, infelizmente, se for eleito já estará totalmente comprometido em manter a atual situação.
Teremos que esperar mais 8 anos para que esta classe política sentada no congresso nacional desapareça pela incomensurável vontade do tempo e que, esperemos, uma nova vontade política, livre dos atuais compromissos possa efetivamente se tornar uma força de mudança para aproveitar as excelente condições sociais e econômicas para, enfim, alavancar o Brasil para o futuro que merece.
CUSTOMERING - QUEM SÃO OS CLIENTES?
O novo mundo competitivo já está exigindo das empresas um novo conhecimento: o entendimento além do processo de compra, ou seja, os papéis desempenhados pela rede de interessados na empresa (stakeholders).
O conceito de CUSTOMERING aborda como cliente qualquer um dos "stakeholders", o que exige da empresa um entendimento integrado de todos os interessados.
Entender quem é o cliente da empresa vai muito além de quem consome ou usa o produto/serviço.
Voltarei ao assunto.
Um abraço a todos,
Miguel
CUSTOMERING = A CONCORRÊNCIA NÃO É SOBRE PRODUTOS. MAS PELO $ DO CLIENTE!
Seu concorrente está em todos os lugares.
Seu concorrente é qualquer um que obtenha o dinheiro do cliente que poderia ser gasto com sua organização.
Pense nisto!
Volto ao tema nos próximos dias.
Um abraço,
Miguel
CUSTOMERING (customer + ing) = Cliente em movimento
Como já comentei anteriormente, tenho tentado encontrar um novo conceito que venha a substituir a desgastada palavra marketing.
As enormes mudanças ocorridas no final do século XX tem obrigado as organizações a reverem suas estratégias.
Do poder da indústria nos anos de 1900 até meados de 1960,do poder do varejo de 1960 até 1990, chegamos ao poder do cliente. Vivemos uma época de abundância (ainda que extremamente mal distribuida).
Vivemos um mundo de opções. As empresas não vendem mais nada: são escolhidas pelos clientes! A compra é feita pelo conhecimento, pelas informações, pela percepção que o cliente tem sobre o valor que ele receberá! Esteja a empresa no espaço físico ou no espaço virtual ( de market place para market space).
Voltamos ao básico, às origens da criação da empresas: Satisfazer, resolver, solucionar um problema ou uma necessidade do cliente de forma lucrativa e rentável.
O Cliente é a razão da empresa existir. É a única entidade que traz receitas para as organizações.
Portanto gerenciar a manutenção e obtenção de clientes lucrativos são a essência de qualquer estratégia empresarial. Os processos de criação e entrega de valor tornam-se, desta maneira, os pilares para a sobrevivência organizacional.
Voltarei ao assunto.
Um abraço,
Miguel
Continuando…o marketing acabou
A pressão por resultados de curto-prazo (wall street exige resultados positivos e superiores a cada trimestre) tem obrigado aos “marketeers” focar exclusivamente no marketing mix (os famosos 4 p´s criados em 1950). Como eu digo, não é possível usar velhos remédios para novas doenças. Os profissionais de marketing são obrigados ou, só sabem fazer isso, ficam reinventado a roda nas mudanças cosméticas em produtos e serviços, criando fantásticas fórmulas de preço, formas de financiamento, descontos, alargando os prazos de pagamento. Reinventando o trade-marketing como se fosse a panacéia (agora não se fala mais em PDV (ponto de venda) mas sim em PDR (ponto de relacionamento). Reinventando a roda quanto ao composto de comunicação.
A parte estratégica foi deixada para o CEO da empresa, para o Controller ou para o Financeiro. Em recente pesquisa da AMA (American Marketing Association) demonstra a menor importância do Diretor de Marketing.
Já que os clientes são da responsabilidade de vendas, dizendo melhor, já que vendas “ infelizmente” tem que tratar dos clientes e trazer cada vez mais clientes….marketing tem se tornado uma ponte entre as agências de publicidade e em alguns casos suportar a área comercial.
É preciso urgentemente repensar o papel e responsabilidade do “marketing” nas empresas.
Miguel Noronha Feyo
O Marketing acabou! Precisamos urgentemente uma nova definição
Vejam isto que foi colocado hoje no site do IDG Now:
Realidade aumentada: puro marketing ou uma tecnologia revolucionária?
Por Clayton Melo, do IDG Now!
Publicada em 15 de janeiro de 2010 às 08h47Atualizada em 15 de janeiro de 2010 às 17h54
O que o jornalista quer dizer quando utiliza a palavra MARKETING?
Deixo para que vocês pensem a respeito.
Um abraço,
Miguel Noronha Feyo
Acabou o Marketing!
Pronto. Eu desisto!
Cansei de ver, ler, ouvir a palavra marketing como propaganda e também como pré-vendas!
No rádio locutores especializados apresentam programas de marketing falando de propaganda. Nas revistas especializadas as matérias versam sobre propaganda.
Nas televisões eles falam de marketing político, marketing cultural, marketing esportivo, marketing social e quantos mais qualificações existirem.
Desisto! Pronto, vocês venceram! Usem a palavra marketing a vontade. Para o bem (mais informação, criatividade, abordagens humorísticas, etc…) e para o mal ( o marketing vende o que as pessoas não precisam, é manipulador, transforma coisas ruins em boas, etc…).
Gostaria de ouvir de Peter Drucker a sua opinião sobre essa nova fase do marketing. O marketing morreu? Ou precisamos de uma nova palavra para continuar a mostrar que uma empresa só existe porque tem CLIENTES! Que são os CLIENTES a única razão para uma empresa existir! Precisamos de uma outra palavra para falar de criação e entrega de valor contínuo aos clientes e por conseguinte a sociedade como um todo. Precisamos de uma nova palavra para demonstrar que somente com uma proposição correta de valor é que a empresa consegue manter e obter novos clientes de forma a obter a rentabilidade necessária a sua sobrevivência.
Não desisto deste caminho! O de continuar a propagar as sábias palavras de Drucker: uma empresa é inovação e clientes.
Sim. Precisamos urgentemente redefinir marketing. O marketing, do modo que hoje é referido, MORREU!
Ansiedade e Resiliência
Não há alternativa! Temos que aprender a gerir tudo isso.
O novo conceito do ser humano: resiliência
Resiliência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura. Após a tensão cessar poderá ou não haver uma deformação residual causada pela histerese do material - como um elástico ou uma vara de salto em altura, que se verga até um certo limite sem se quebrar e depois retorna com força, lançando o atleta para o alto.
É medida em percentual da energia devolvida após a deformação. Onde 0% indica que o material sofre deformações exclusivamente plásticas (plasticidade) e 100% exclusivamente elásticas (elasticidade) .
No meio corporativo, o termo "Resiliência" significa a capacidade de uma empresa ou corporação de se adaptar às mudanças no ambiente em que estão inseridas, ou seja, como elas conseguem reformular os seus processos de negócio para atender a novas exigências do mercado.
O cientista inglês Thomas Young foi um dos primeiros a usar o termo. Tudo aconteceu quando estudava a relação entre a tensão e a deformação de barras metálicas, em 1807. Resiliência para a física é, portanto, a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido tensão.
“Tudo que é sólido desmancha no ar”: eis a síntese da modernidade. No lugar da segurança, da coesão social fundada na moral cristã-medieval, dos espaços territoriais bem definidos, de uma compreensão estática e perene do tempo, a força dos sentimentos e dos vínculos pessoais etc., a modernidade impõe a insegurança das incertezas, a crise dos parâmetros, a desarmonia. Como escreveu Berman (1986:15), o homem moderno vive sob o “redemoinho de permanente mudança e renovação, de luta e contradição, de ambigüidade e angústia”.
Por ANTONIO OZAÍ DA SILVA
Docente na Universidade Estadual de Maringá, doutorando nem educação (FEUSP) e membro do Núcleo de Estudos de Ideologia e Lutas Sociais (NEILS-PUC/SP)
A sociedade burguesa, através de seu insaciável impulso de destruição e desenvolvimento e de sua necessidade de satisfazer às insaciáveis necessidades por ela criadas, produz inevitavelmente idéias e movimentos radicais que almejam destruí-la. Mas sua própria necessidade de desenvolvimento habilita-a a negar suas negações internas: ela se nutre e se revigora daquilo que se opõe, tornando-se mais forte em meio a pressões e crises do que em tepos de paz, transforma inimizade e detratores em aliados involuntários.